Um caso protético possui algumas fases minuciosas e cheias de detalhes, e para que ele seja concluído com êxito é preciso se atentar para alguns detalhes importantes que, quando negligenciados podem afetar o resultado final.

Para evitar que o caso não dê certo, é possível controlar suas fases de forma a corrigir os pequenos erros que antes de se tornem fatais.
Mas, como controlar isso? São muitos pacientes, muitos casos e muitas fases em cada um deles.
Para este controle, a ISO 9001, que é a Organização Internacional de Normatização(você pode ler mais a respeito dos benefícios da ISO 9001 para seu consultório clicando aqui), sugere uma prática muito eficaz, que, se bem observada pode gerar um resultado muito positivo.
Esta prática é chamada de Análise de Risco.

 O que é a análise de risco

Segundo a ISO 9001, todo trabalho que é operacional precisa passar por uma análise antes de ser executado.

Isto é necessário para que seja avaliado se o trabalho tem condições ou não de seguir para a execução.

Caso não tenha, o problema precisa ser corrigido.

O objetivo desta análise dentro dos laboratórios e consultórios é saber se o caso tem ou não condições de garantir o resultado desejado pelas duas partes.

Se o dentista ou o protético avaliarem que algo está fora do padrão, ele solicita a correção pela parte responsável.

Como deve ser feita

A análise de risco já deve começar no consultório.

Você precisa conferir, por exemplo, se o preparo está de acordo com o que você precisa e se o material que você usou tem qualidade suficiente para suportar, sem danos, até a hora do vazamento, que pode ocorrer muitas horas depois no laboratório.

Também é nessa hora da análise de risco que você conferirá outros pontos como espaço para recobrimento, ombro e afastamento gengival.

Todos os pontos necessários para a boa execução dos trabalhos precisam ser analisados ali e só depois eles devem enviados ao laboratório.

Chegando ao laboratório, o seu trabalho que você avaliou tão bem, não pode seguir de qualquer jeito, por isso, exija do laboratório que você trabalha que também realize esta análise em casa fase que ele passar lá dentro.

Assim, você aumenta significativamente a chance de seu trabalho chegar em excelentes condições ao consultório.

Os dois caminhos

Quando um trabalho é analisado e se verifica que tudo está correto, ele pode seguir para execução.

E quando o contrário acontece? Se você verificar que algo está errado e precisa ser consertado, o que fazer? Neste ponto você poderá seguir dois caminhos.

O primeiro e mais óbvio, que já citei aqui antes, é mandar para correção e o segundo é assumir o risco.

Nesta segunda opção, você pode optar por tomar a responsabilidade para si e executar o trabalho mesmo que ele não esteja 100% em condições de seguir em frente.

Isto é super normal de acontecer. Alguns dentistas preferem arriscar a investir tempo em ajustes. Neste caso você assume o risco e o custo também! Se houver repetição você terá que arcar com todos os custos. Fica a seu critério!

Conclusão

A análise de risco é uma prática muito importante dentro dos procedimentos protéticos e odontológicos.

É algo tão sério, que é possível arriscar que mais de 90% dos seus problemas com repetições serão resolvidos apenas com esta análise.

São pequenas ações entre um caso e outro que causam um grande impacto no final.

Ao adotar este procedimento você notará grandes diferenças nos resultados finais dos seus casos e também do seu consultório.

Você terá maior comprometimento do laboratório, aumento na qualidade dos trabalhos, menos tempo e dinheiro gastos com repetições e, é claro, como resultado de tudo isso, clientes muito mais satisfeitos com os resultados.

É isso que você tem buscado para seu consultório, então adote esta prática! Mas antes, conte para gente o que você achou deste post! Você realiza a análise de risco em seu consultório?

Deixe seu comentário aqui em baixo contando para gente sua visão e suas experiências com a análise de risco.